Osteoporose e fraturas decorrentes

Por Fernando Gosende Com a colaboração de Bárbara Quinet e Regina Botinha



A Osteoporose é caracterizada pela perda acelerada de massa óssea e fragilidade do esqueleto, que resultam na diminuição da resistência óssea e no aumento do risco de fraturas. Acomete milhões de pessoas no mundo, sendo as fraturas na coluna vertebral a manifestação mais comum. Por se tratar de uma doença silenciosa, seu diagnóstico é feito quase sempre pelo ortopedista na presença de alguma fratura. Estudos comprovam que estas fraturas aumentam em 20% a mortalidade mundial.



As mulheres sofrem mais com a doença, sobretudo, com a menopausa, momento em que a produção de massa óssea cai em velocidade acelerada. Idade, biotipo, histórico familiar e doenças endocrinológicas são fatores de risco a serem considerados para o rastreamento, diagnóstico e tratamento precoces. No sexo masculino, o assunto vem ganhando importância, em decorrência do aumento de sobrevida da população.


As fraturas mais frequentes são as de punho, quadril e coluna vertebral. Elas podem comprometer movimentos corporais, afetando a mobilidade e a locomoção em geral, desde o simples caminhar até a prática de atividades físicas, levando à diminuição significativa da qualidade de vida dos pacientes. Segundo estudos somente um terço dos pacientes retomam suas atividades normais após o tratamento e a recuperação das fraturas ocasionadas pela doença.



PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A ingestão adequada de cálcio e vitamina D, bem como a realização de atividades físicas regulares, são grandes aliados na prevenção e no tratamento da Osteoporose. Para tanto, a abordagem multidisciplinar, realizada pelo ortopedista, geriatra e fisioterapeuta, repercute de maneira positiva e abrangente no rastreamento, diagnóstico e tratamento da Osteoporose.


A avaliação médica identifica a doença e os fatores predisponentes para seu aparecimento, indicando formas de tratamento para evitá-la ou retardar a sua evolução. O fisioterapeuta estabelece programas de exercícios físicos em pessoas com maior risco de desenvolverem a Osteoporose e naquelas em que a doença estiver em evolução. A musculação é essencial na fase inicial, pois estimula o aumento da densidade óssea. O treinamento funcional reduz a fraqueza muscular e promove o fortalecimento dos ossos, essenciais para se evitar as quedas, que são a principal causa das fraturas. Assistido pelo ortopedista e geriatra e acompanhado pelo fisioterapeuta, o paciente poderá voltar a realizar atividades funcionais que pareciam não ser mais possível, assegurando a sua capacidade e autonomia físicas.



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