Índice glicêmico: qual a importância dele na nossa alimentação?

Por Lana Claudinez dos Santos



Muitas vezes ouvimos falar sobre glicemia e índice glicêmico dos alimentos e logo vem a pergunta: o que eles significam? A glicemia corresponde à concentração de glicose no sangue de um indivíduo e precisa estar sempre em equilíbrio dentro dos níveis de normalidade. Quando a glicemia fica alterada – elevada ou reduzida –, é importante controlar o consumo de carboidratos, conforme o Índice Glicêmico (IG).


Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o Índice Glicêmico representa o efeito que uma quantidade fixa de carboidrato disponível em um determinado alimento causa sobre a glicemia do indivíduo, comparado sempre a um alimento controle que, em geral, é o pão francês. Assim, é possível avaliar se determinado alimento oferece um IG alto, médio ou baixo.


Conhecer o IG de um alimento é fundamental no tratamento da Hipoglicemia e do Diabetes Mellitus, bem como na prática de esportes. Em geral, pacientes com estas doenças devem optar por alimentos com IG baixo, pois sofrerão menores alterações em sua glicemia sérica e conseguirão controlar de modo melhor os níveis deste marcador no sangue. Quanto maior o IG do alimento, maior a resposta glicêmica e, portanto, a substituição por carboidratos de IG baixo será sempre a melhor estratégia, pois reduzirá o risco de ocorrência de picos de hiperglicemia, seguidos imediatamente de hipoglicemia. Em ambos os casos, o cuidado com o IG melhora a saúde e a qualidade de vida do paciente.


No esporte, o IG está relacionado com a performance e o rendimento. Tanto desportistas, quanto atletas devem preferir o consumo de carboidratos de IG baixo ou médio antes de iniciar seu treino e ou competição, para que o fornecimento de glicose seja frequente durante todo o treino. Por sua vez, no decorrer da atividade, o uso de carboidratos de alto IG pode ser interessante, pois a glicose será liberada rapidamente, suprindo a demanda energética naquele momento. A recuperação no período pós-treino precisa ser acompanhada por carboidratos de IG médio a alto, de modo a contribuir para a restituição do glicogênio muscular e hepático e a reposição das reservas energéticas.


É importante, pois, que todas as pessoas se conscientizem quanto ao consumo de carboidratos, ao seu IG e aos efeitos dele no organismo, visando a prevenção da liberação de grandes cargas de insulina, o maior ganho de gordura corporal e alterações importantes na produção de insulina e sua consequente ação sobre as células periféricas.



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