O sedentarismo pode causar doenças cardíacas, cânceres e diabetes

Por Débora Úrsula Fernandes de Souza



A inatividade física vitimiza 5,3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, o sedentarismo causa a morte de 300 mil pessoas por ano, desencadeando uma epidemia de doenças relacionadas ao problema. É causa de 22% das doenças isquêmicas do coração e de até 16% dos casos de diabetes e de cânceres de mama, cólon e reto.


Com o aumento das atividades de trabalho, estudo e a escassez de tempo é comum sentirmos preguiça ou cansaço e consequente desestímulo para as atividades físicas. Entretanto, é importante atentar-se para o fato de o desestímulo não se tornar um hábito e nos tornarmos sedentários. Segundo artigo publicado no The Lancet, em 04/09/2018, 47% das pessoas praticam menos de 150 minutos de atividade física por semana no Brasil. A inatividade é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% de diabetes tipo 2, 13,4% de câncer de mama e 14,6% de câncer de cólon no país. E ainda leva ao incremento de doenças crônicas.


Para mudar este cenário, é fundamental incentivar a prática de atividades físicas diárias para a população adulta, além de estimular a adoção de atividades esportivas na infância, sobretudo, nas escolas. O corpo humano é planejado para movimentos e atividades físicas, inclusive de nível extenuante, mas não podemos esperar que o organismo humano tenha funcionamento ótimo e permaneça saudável, se não for adequadamente utilizado. Quando somos fisicamente ativos, boa parte de eventuais problemas de saúde podem ser minimizados. Para melhorar a fisiologia humana é necessário movimentar diariamente o corpo, ou seja, ativá-lo por meio de atividades físicas.


A prática habitual de exercícios é considerada medida não medicamentosa, capaz de evitar problemas severos de saúde. Enquanto o sedentarismo pode dobrar o risco de sermos acometidos de alguma ocorrência cardiovascular grave – de modo independente –, a atividade física cotidiana, realizada ao menos três vezes na semana (totalizando, no mínimo,150 minutos por semana), de intensidade moderada, pode favorecer melhorias na saúde e na qualidade de vida da população em geral.


A falta de exercícios pode estar matando o dobro de pessoas no país, se comparada à obesidade, sugere um estudo feito por 12 anos, que incluiu mais de 300 mil pessoas na Europa. “O maior risco de morte precoce está associado aos classificados como inativos, sejam com peso normal, sobrepeso ou obesidade”, disse um dos pesquisadores envolvidos no estudo. Especialistas afirmam ainda que o exercício físico é benéfico para pessoas de qualquer peso.


Nesta vida corrida de hoje, devemos reservar tempo para cuidar de nossa própria saúde. Não devemos esperar mais, vamos nos movimentar independente da idade, sexo ou peso. Comecemos a reincorporar os hábitos saudáveis de nossos antepassados. Afinal, os seres humanos viveram milhares de anos sem carro, controle remoto, computador e celular.



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