Exercícios orientados trazem benefícios aos doentes de DPOC

Por Débora Úrsula Fernandes Souza



A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) foi classificada, em 2006, como a quarta causa de morte em idosos no mundo. Ela é caracterizada pela obstrução do fluxo respiratório que não seja totalmente reversível. A obstrução é progressiva e associada a uma resposta inflamatória anormal no pulmão por partículas e gases nocivos, como o fumo do tabaco, combustíveis de biomassa e agentes relacionados ao trabalho.


Os sintomas pulmonares clássicos desta patologia incluem tosse crônica, dispneia (dificuldade de respirar), expectoração, infecção respiratória de repetição, além de consequências sistêmicas, entre elas, o descondicionamento físico, a fraqueza muscular, a perda de peso e a desnutrição, que contribuem para a gravidade destas manifestações clínicas. A dispneia é o sintoma que mais precocemente leva o doente ao médico e aquele que mais afeta a sua qualidade de vida. Além disso, a tosse crônica e produtiva tem valor preditivo nas infecções repetitivas, na progressão da doença e na hospitalização.


A evolução da DPOC é gradual e, muitas vezes, associada ao avançar da idade ou a má condição física do paciente, o que protela o diagnóstico para fases mais avançadas e menos reversíveis da doença. A identificação precoce pode prevenir complicações.


A inatividade física, a dispneia e baixa preparação física fazem parte do ciclo vicioso da DPOC. Atuando sobre a inatividade, podemos quebrar este ciclo e garantir melhores resultados na abordagem da doença. É importante ressalvar que os níveis de atividade física dos doentes com DPOC são baixos e diminuem à medida que o estado clínico piora e a idade avança. Dessa forma, identificar o baixo nível de atividade física nos pacientes de menor gravidade pode ser o ponto de partida para desacelerar a progressão da doença.


As evidências apontam como principais benefícios dos programas de reabilitação em pacientes com DPOC a melhora na capacidade de praticar exercícios, na sensação de falta de ar, na ansiedade e depressão associadas à doença, no número de hospitalizações e tempo de cada internação, na recuperação após as infecções, na força e resistência dos membros superiores, no aumento do efeito dos broncodilatadores de longa ação, na sobrevida e, por fim, na qualidade de vida.


Se você apresenta sinais da DPOC, procure um médico para fazer o diagnóstico e, com a orientação de um fisioterapeuta, quebre o ciclo vicioso da doença, aprendendo a fazer atividade física com vistas a obter benefícios cardiopulmonares.



Palavras-chave: doença pulmonar obstrutiva crônica DPOC obstrução do fluxo respiratório pulmão tosse dispneia infecção fraqueza muscular perda de peso desnutrição atividade física

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