A importância da vacinação em idosos

Por Rita de Cássia M. Lacerda



Nos últimos 50 anos, o Brasil vem apresentando um processo de envelhecimento populacional exponencial. Devido às alterações imunológicas, ocorridas ao longo do processo natural de envelhecimento, os idosos são mais suscetíveis às doenças infectocontagiosas.


A grande vilã da terceira idade é a gripe e seus vírus, que estão sempre em mutação, fazendo surgir variações mais graves da doença. Conforme envelhecemos, é natural que o sistema imunológico perca força. Doenças viróticas simples podem levar a complicações respiratórias graves em idosos e induzir outras infecções bacterianas, como a doença pneumocócica.

Ao se vacinar, o organismo, por meio do estímulo à produção de anticorpos, estabelece defesas contra agentes infecciosos e as pessoas ficam menos vulneráveis ao contágio de várias doenças. Além disto, a vacinação pode ajudar a reduzir o número de hospitalizações por descompensações cardíacas e cerebrovasculares. Isso acontece porque esses problemas são agravados por enfermidades como a pneumonia e a influenza.


O calendário vacinal dos idosos segue as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e inclui:

  • Vacina contra a gripe:  1 vez por ano, de preferência, antes do início do outono, quando os vírus começam a circular com mais frequência e as chances de infecção aumentam.

  • Vacina pneumocócica (fundamental para idosos que sofrem de problemas do coração, diabetes e outras doenças crônicas): geralmente é feito um esquema com 3 doses, iniciando-se com a VPC13 (vacina pneumocócica 13-valente conjugada), seguida, após 6 a 12 meses, da VPP23 (vacina pneumocócica 23-valente polissacarídica) e 1 dose de reforço da VPP23 após 5 anos.

  • Vacina contra a febre amarela: atualmente, o Ministério da Saúde recomenda apenas 1 dose para a vida inteira, a partir dos 9 meses de idade, entretanto, aqueles que nunca tomaram a vacina, devem tomar a dose, caso residam ou viajem para uma região de risco.

  • Vacina meningocócica: dose única, em casos de epidemias.

  • Vacina contra herpes zoster (manifestação do vírus da varicela, que acomete principalmente idosos e pode causar grande desconforto por causa de dores intensas): dose única para todas as pessoas com idade acima de 60 anos. Para as pessoas que já apresentaram quadro de herpes zoster, é preciso aguardar o intervalo mínimo de 6 meses a 1 ano para a aplicação da vacina. 

  • Vacina contra o tétano e a difteria: de 10 em 10 anos, como reforço para as pessoas que foram corretamente vacinadas na infância. Para idosos que não foram vacinados são necessárias 3 doses, com um intervalo de 2 meses e, em seguida, reforço a cada 10 anos.

  • Vacina tríplice viral (contra os vírus do sarampo, caxumba e rubéola): apenas 2 doses ao longo da vida, com intervalo mínimo de 1 mês. 

  • Vacina contra hepatite: a proteção contra a hepatite A e hepatite B pode ser adquirida por meio de vacinas separadas ou combinadas. Feita em 3 doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses. Já a vacina isolada contra a hepatite A pode ser tomada após avaliação sorológica (que indica falta de imunidade contra essa infecção) ou em situações de exposição ou surtos, em um esquema de 2 doses, com intervalo de 6 meses.

Deve-se ter atenção para as particularidades das vacinas, já que elas devem ser indicadas por um médico, após avaliação das vacinações já feitas, estado de saúde e imunidade da pessoa. Um exemplo é a vacinação contra a febre amarela, que não deve ser feita em todos os idosos, devido ao risco de efeitos colaterais. Portanto, consulte seu médico regularmente e esclareça suas dúvidas sobre os tipos de vacina mais apropriados para o seu caso e a sua faixa etária.



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Fontes:

www.ativosaude.com/longevidade/vacinas-para-idosos-por-que-sao-importantes

www.natue.com.br/natuelife/veja-a-importancia-da-vacinacao-em-idosos.html

www.tuasaude.com/vacina-do-idoso

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